Xícara de café com teclado ao lado

Os novos termos da comunicação digital e social media

Ontem estava explicando para minha diretora na Media Contacts, Paola Zingman, a diferença entre “seeding” e “meme” e isso me levou a reconhecer que a cada dia surgem mais e mais termos relativos à comunicação digital, principalmente no campo das mídias sociais.

Giordani Pasqualon, Analista de SEO e TI, fez uma excelente analogia hoje durante o almoço: “quando se planta é seeding, quando cresce é meme e quando se colhe é um projeto bem feito”. Nada mal.

De forma resumida, seeding é quando informações são “plantadas” em sites diversos, com o objetivo de impactar os usuários. A partir daí, cabe ao usuário propagar essa informação, o que é um meme. Claro que para a propagação natural ocorrer, o conteúdo que foi “plantado” (“seedeado”) deve ser relevante. Relevância afinal é o ponto chave de qualquer projeto de social media ou cujo objetivo seja a viralização.

Para quem está de fora, é muito difícil identificar quando se trata de um seeding ou um meme, porque muitas vezes o usuário não tem informação suficiente sobre quem postou a informação: outro usuário comum, uma agência, o amigo de alguém de uma agência? Mas para quem está do lado da publicidade, sabe que o ideal é fazer um seeding bem feito, ou seja: disponibilizar informação relevante em locais adequados, para que isso fomente os memes.

Ainda pensando nos novos termos da comunicação digital, Fernando Arrais, Analista de Social Media que mantém um blog sobre comportamento nas redes sociais, levantou dois termos com os quais teve contato recentemente: talkability e communifaking.

Talkability, de forma literal é o quanto seu assunto é “conversável”. Ou seja, o quanto ele é capaz de gerar discussões e buzz. O que tem total ligação com…? Relevância, lógico! O guru de PR, Rohit Barghava, explica “talkability”: “o segredo do marketing é ter algo tão legal que você gostaria de falar sobre isso mesmo sem estar naquela área de atuação”.

E a relevância afinal? Relevância vem de conteúdo autêntico e único, que tenha uso para quem está tomando contato com ele. O “uso” pode ser diverso: algo sobre o que falar, algo com o qual interagir, algo que ajude a interagir com outros e assim por diante.

O outro termo apresentado pelo Fernando é “communifaking”, que foi publicado no site Terra Tecnologia hoje. Trata-se de fingir falar ao celular, quando na verdade não existe ninguém do outro lado da linha. No artigo, a psicoterapeuta Lesley Haswell explica que os jovens apresentam seu status a partir de quantos amigos possuem no Facebook ou quanto seu telefone celular toca.

Esse comportamento também ocorre nas redes sociais, onde alguns usuários adicionam diversos perfis fake, apenas para mostrarem ter mais amigos. Como batizaremos isso? Socialmediafaking? Socialfriendfaking?

De fato a evolução da comunicação digital e o meio de redes sociais proporciona uma infinidade de oportunidades para darmos nome a fenômenos até então desconhecidos. Bem-vindos ao digitionary!

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