Pássaros voando, seguindo o primeiro

Twebinar: uma mistura de webinar com Twitter

Hoje participei (por meia hora apenas) do primeiro Twebinar, organizado pela Radian6.

A idéia e o conceito por trás são muito legais, mas na prática achei que faltou interação. Trata-se de uma mistura dos convencionais webinars (conferências online) com o Twitter. O objetivo era gerar interação com os usuários, que continuasse também após o fim do evento. Para isso, foi sugerido que os usuários seguissem os participantes do Twebinar via Twitter, fazendo perguntas não só durante a exibição da conferência, mas também depois, gerando um relacionamento duradouro.

Na prática…

A conferência não foi exatamente ao vivo, como eu imaginava. Os vídeos eram pré-gravados e entre um e outro um dos organizadores falava e tirava algumas dúvidas enviadas via Twitter para @twebinar. Na lateral da janela da conferência existia uma tela mostrando os posts de Twitter do @twebinar que não estava funcionando bem e ficava apagado na maior parte do tempo.

O Twitter, que já estava tendo problemas desde de manhã, ficou “over capacity” em vários momentos, dificultando a interação. Fui seguindo pelo Summarize tanto a palavra “Twebinar” quanto a tag #tweb. Muitos dos usuários falavam que não conseguiam entrar no evento, outros reclamavam do som e vídeo…O que dificultou encontrar coisas boas entre os posts.

Precisava continuar relatórios de Buzz Monitoring de alguns clientes, então não pude continuar participando do Twebinar. Algumas coisas legais citadas foram:

  • A importância de Podcasts para marcas, porque as pessoas buscam especificamente aquele áudio porque têm interesse no assunto (algo semelhante à defesa de links patrocinados em buscas e SEO);
  • A natureza do ser humano, um ser social por essência, que explica o sucesso das redes sociais e a necessidade das marcas estarem presentes lá e iniciarem conversas, pois as pessoas estão lá por isso: pela possibilidade de se comunicarem umas com as outras;
  • Uma comparação foi feita entre a Barnes & Nobles (tradicional loja de livros Norte-americana) e a Amazon.com. Na Barnes andNobles o cliente entra e folheia o livro de seu interesse. Na Amazon ele está exposto a comentários de outros compradores, críticas sobre os livros, produtos semelhantes, informações pelo wiki etc;
  • Foi citado um case de uma marca de scanner, que é um produto super comum e “sem luz”, mas que ao ser discutida no blog da Martha Stewart, passou a ser o produto #1 de vendas na Amazon. A estratégia continuou chamando 3 blogueiros influenciadores, que ganharam 10 scanners para distribuir entre amigos, fazer promoções do tipo “Fale sobre meu post no seu site ou poste sobre o assunto e ganhe” e o resultado foi excelente. Mais de 14 mil posts, comentários e menções. O benefício para o cliente não foi só resultado de vendas, mas um case numa área inovadora de marketing, participando em uma categoria totalmente diferente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.